Jan/22/2009 - 00:02:07
Futebol não é feito só por milhões. Que bom!
O futebol movimenta muito dinheiro. Empresas usam times como fachada para lavar dinheiro sujo, como é o caso da MSI que tentava esconder quantias altíssimas em negociações de compra de jogadores. Nesse caso, o Corinthians comprou jogadores como Tevez e Nilmar. No entanto, tanto dinheiro tinha fontes questionáveis. Boris Berezovsky comandava a empresa tranquilamente e interferia no time até que a Políca Federal começou a investigar a organização.
Após um tempo conturbado da parceria desastrada, o Corinthians passou por crises, a diretoria entrou em colapso e o time acabou na segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Disso tudo vemos que os milhões logo foram embora e nada sobrou, quem levou a pior foi a equipe e a torcida ficou descontente por um longo período.
De um tempo pra cá, os árabes descobriram o futebol e passaram a montar times milionários com uma vontade enorme de conquistas de títulos. Uma equipe da Turquia, o Fenerbahçe, montou um time cheio de nomes de peso, entre eles, os brasileiros David, Alex e até Zico, que foi técnico na última temporada.
O episódio mais recente que acompanhamos foi o de Kaká, jogador do Milan. Jogador mesmo, porque ele rejeitou a proposta da sua compra, por 243 milhões de libras, mais ou menos 844 milhões de reais. O sheik Mansour Bin Zayed é o atual dono da equipe e parece disposto a brincar com seu dinheiro.
Cristiano Ronaldo, eleito o melhor jogador do mundo em 2009 estaria sendo sondado pelo City, que ainda quer outros jogadores para fazer do elenco uma máquina de vitórias. Apesar de tudo, Robinho, estrela do time abandonou ontem a concentração sem dar explicações.
No caso de Kaká, o jogador afirmou que quer ficar no Milan até o fim da carreira, declarou amor pelo time e pela torcida. Os dirigentes da equipe italiana sentiram-se tentados pela venda, mas a torcida fez pressão pela permanência do craque brasileiro, o técnico Carlo Ancelotti disse que queria trabalhar com o jogador e as previsões da venda milionária, a mais cara do futebol, deixaram Kaká no Milan.
No Brasil é quase impossível ver um caso desse. Me lembro de quando Robinho estava a ponto de ir para o Real Madrid. Até o Pelé apareceu para falar que queria o jogador no Santos. Não deu certo, Robinho abraçou a proposta do time Espanhol e deixou o amor pelo clube de lado pelo dinheiro. É importante dizer que existem leis que tentam segurar as estrelas brasileiras nos seus times, mas isso é quase impossível, já que os estrangeiros vêm fazer compras com tanto dinheiro nos nossos clubes de futebol.
O futebol europeu é o melhor do mundo, um espetáculo que lota estádios e rende muito dinheiro. Mas esse é um cenário montado. Os multimilionários donos dos clubes compram os melhores jogadores. Os clubes europeus não têm o trabalho de formar um atleta. É por isso que o futebol de lá é tão bom, pegam os melhores e montam um espetáculo.
No Brasil, ainda temos garotos para todos os lados jogando futebol descalços e em campos improvisados. São esses que decidirão entre os milhões e amor pelo time. Com a desatenção para esses jovens, a falta de investimentos neles, os milhões falarão mais alto. Com razão, se o Kaká estivesse no Brasil até hoje, duvido muito que ele não aceitaria qualquer quantia para sair e jogar num time grande Europa.
Por enquanto, veremos Kaká como um caso isolado, lembrando que ele rejeitou os milhões porque já tem muito dinheiro no Milan. Daqui a pouco os sheiks voltam com outra proposta. Quem será o próximo da lista, Cristiano Ronaldo?
Sindicação
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